Seleção Brasileira enfrenta o Peru enquanto CBF prepara pausa em duelos sul-americanos

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Treino da Seleção Brasileira Masculina no estádio Banc of California, Los Angeles. Lucas Figueiredo/CBF

A sequência da seleção brasileira de oito jogos contra adversários sul-americanos — seis na Copa América — sofrerá uma interrupção após o duelo da madrugada desta quarta-feira, contra o Peru. Passado o jogo em Los Angeles, às 0h (de Brasília), o planejamento da CBF é que o técnico Tite tenha na agenda amistosos contra equipes africanas.

Os contratos dos jogos estão em vias de serem assinados, para a data Fifa de outubro. Pelo estágio atual da negociação, o Brasil atuará no Oriente Médio.

O último confronto da seleção brasileira contra africanos foi em novembro de 2018, quando venceu Camarões por 1 a 0. Como as Eliminatórias para a Copa do Mundo só começam em março de 2020, o Brasil terá ainda mais duas datas livres para jogos em novembro.

A partida contra o Peru será uma reedição da final da Copa América, vencida por 3 a 1 pelo Brasil. Na competição, a seleção derrotou os peruanos também na primeira fase, por 5 a 0. Embora tenha jogado recentemente contra a equipe de Ricardo Gareca, Tite vê competitividade à vista:

— O Peru cresceu como equipe, se consolidou. Gareca tem feito grande trabalho. Antes do jogo da final eu falei que aquele primeiro resultado tinha sido anormal.

A comissão técnica pondera que enfrentar sul-americanos, como tem sido a tônica recente, não é de todo mal, já que o principal objetivo é justamente classificar o país para a Copa do Qatar.

— As eliminatórias são o mais importante para nós no momento. Enfrentar equipes fortes nesse sentido, para nós, vale muito — disse o auxiliar Cleber Xavier, referindo-se ao jogo passado, contra a Colômbia.

Tite não revelou a escalação. Na coletiva de ontem, o técnico ao menos avisou que trocará quatro jogadores em relação ao time titular do empate com os colombianos. Na avaliação, é preciso levar em conta o estágio físico dos convocados, e há outro pressuposto:

— Não mudar uma defesa inteira, não mudar meio-campo inteiro. É procurar manter um pouco essa estrutura.

No treino, ele montou a seleção com Ederson, Fagner, Marquinhos, Militão e Alex Sandro; Casemiro, Allan e Coutinho; David Neres, Neymar e Firmino.