Advogado de Lula e ex-defensor de Jair Bolsonaro são alvos de operação da Lava Jato

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A força-tarefa da Lava Jato no Rio deflagrou, na manhã desta quarta-feira 9, operação contra suposto esquema de tráfico de influência no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no TCU (Tribunal de Contas da União) com desvio de recursos públicos do Sistema S. A operação foi batizada de E$quema S.

Estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas, escritórios de advocacia e outras empresas investigadas pelo possível desvio, entre 2012 e 2018, de cerca de R$ 355 milhões das seções fluminenses do Sesc (Serviço Social do Comércio), do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e da Fecomércio (Federação do Comércio). O objetivo dos desvios, segundo a Lava Jato, era montar uma blindagem que mantivesse o empresário Orlando Diniz no comando das entidades.

Entre os alvos estão os advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, acusados de liderar o esquema.

O advogado Frederick Wassef, ex-defensor da família do presidente Jair Bolsonaro, também é alvo de busca e apreensão. Ele é suspeito de peculato e lavagem de dinheiro numa outra frente de supostos desvios.

A advogada Ana Tereza Basilio, que defende o governador afastado do Rio Wilson Witzel, também está entre os alvos.

Agentes da PF também têm como alvos escritórios de parentes de ministros do STJ e do TCU no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Entre eles firmas do ex-ministro César Asfor Rocha (STJ) e seu filho Caio Rocha, os advogados Eduardo Martins (filho do presidente do STJ, Humberto Martins) e Tiago Cedraz (filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz).