Ilson Mateus não colabora com as investigações do acidente que matou uma funcionária

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As vítimas do acidente ocorrido no supermercado Mateus, no dia 2 de outubro, ainda não receberam as indenizações. A tragédia matou a funcionária Elaine de Oliveira Rodrigues, de 21 anos.

O Instituto de Criminalística (Icrim) ainda não concluiu o laudo da perícia, o que atrapalha a conclusão dos inquéritos da Polícia Civil e do Ministério Público. O inquérito que assume as responsabilidades sobre a queda das prateleiras segue parado, e as vítimas lutam para receber as indenizações.

Segundo o Ministério Público, o Grupo Mateus também não estaria colaborando com as investigações.

“No decorrer do inquérito, as requisições feitas não são cumpridas, não são atendidas. A mesma coisa a gente percebe no inquérito da Superintendência de Homicídios, a mesma dificuldade. Essa resistência em mandar e remeter, isso claro que atrapalha e dificulta”, destaca a promotora Lítia Cavalcanti.

A promotora destaca que no inquérito já é possível identificar irregularidades na montagem das prateleiras, que era feita por uma empresa com um único funcionário. “A coisa começou errada nesse momento”, evidenciou Lítia Cavalcanti.

De acordo com o CREA, a montagem das estruturas usadas pelo supermercado deveria ser feita por uma empresa de engenharia, com um responsável técnico pelo serviço.

A loja onde ocorreu o acidente já voltou a funcionar, e as vítimas da tragédia seguem com as seqüelas do acidente e sem assistência por parte do Grupo Mateus. A família da jovem Elaine também ainda aguarda o recebimento da indenização. Enquanto a empresa segue firme lucrando milhões por ano, as vítimas lutam para voltar às suas rotinas.

Diante da situação, o grupo Mateus informou que aguarda a finalização de trâmites burocráticos da empresa seguradora para poder resolver a questão das indenizações, e que isso depende do laudo técnico da perícia que ainda não saiu.