Ministério Público pede o cancelamento do carnaval no Maranhão, mas esquece de praias, feiras e bares

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Antes de pedir o cancelamento do réveillon e agora das festas de carnavais no estado inteiro, o Ministério Público do Maranhão esteve cego, surdo e mudo para as manifestações políticas que ocorreram durante as campanhas eleitorais.

Para o órgão, as milhares de pessoas que compareciam diariamente aos comícios e arrastões estavam imunizadas, é o que pareceu. Em São Luís, no mesmo horário, embora em lugares diferentes, mas de dez mil pessoas se aglomeravam nos eventos dos principais candidatos.

O que exibia sinais claros de aglomerações eram permitidos para não criar embaraços ao sagrado momento da democracia, como fez valer o próprio governador Flávio Dino. Foi como se a pandemia desse uma pausa e a política servisse como a primeira dose da vacina.

Agora vem o Ministério Público pedindo o cancelamento de todos os shows, das festas carnavalescas, como forma de combater a covid-19 e deixar milhares de trabalhadores sem empregos diretos e indiretos, dos músicos aos garçons e vendedores ambulantes. Pouco importa.

Mas o mesmo Ministério Público não anda pelas praias lotadas nos fins de semana, dentro e fora da água. Os promotores não conseguem olhar as feiras e supermercados com multidão feita sardinha em latas.

Imagina, então, caminhar pelo centro comercial na grande São Luís, notadamente a Rua Grande, com gente exprimida, topando umas nas outras, as lojas em dias de promoção não perdem, também.